
Olho Seco, Botas, Fuzis, Capacetes
Olho Seco
A crítica à guerra em “Olho Seco, Botas, Fuzis, Capacetes”
Em “Olho Seco, Botas, Fuzis, Capacetes”, a banda Olho Seco utiliza imagens de equipamentos militares abandonados — “botas, fuzis, capacetes” — para expor a inutilidade e o vazio dos instrumentos de guerra diante da morte e do esquecimento. Ao descrever esses objetos largados e expostos ao “sol, vento e chuva”, a letra destaca como aquilo que foi criado para matar ou proteger acaba reduzido a resíduos sem função, marcados apenas pelo tempo e pela ação da natureza. O refrão reforça essa ideia ao afirmar: “botas não marcham, fuzis não atiram, capacetes não protegem”, mostrando que, após o conflito, restam apenas símbolos vazios de violência e destruição.
Lançada em 1983, durante um período de forte repressão e censura no Brasil, a música ganha ainda mais força como denúncia. Composta por Fábio Sampaio, a letra faz uma crítica direta à guerra e ao militarismo, usando os equipamentos militares como metáfora para o fracasso e o custo humano dos conflitos armados. O verso “milhares de troféus” ironiza a ideia de vitória militar, sugerindo que o verdadeiro legado das guerras são apenas restos e perdas humanas, e não conquistas. Essa abordagem direta e crua, característica do punk brasileiro da época, consolidou “Botas, Fuzis, Capacetes” como um hino de protesto contra a violência institucionalizada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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