
Luz do Tango
Olivia Byington
Contrastes sociais e ironia em "Luz do Tango" de Olivia Byington
Em "Luz do Tango", Olivia Byington constrói um retrato intenso da vida urbana, marcado por contrastes sociais e morais. A letra apresenta blocos de palavras e imagens como “o cravo a crise o crime” e “o luxo o lustre a luz negra”, que evidenciam a convivência entre glamour e decadência, sugerindo uma crítica à desigualdade e à hipocrisia social. O tom irônico e quase teatral é reforçado por expressões ligadas à violência e à marginalidade, como “nas barbas da polícia a malícia”, “o gosto da chacina” e “o sangue na anágua”, mostrando uma sociedade onde o crime e a corrupção fazem parte do cotidiano.
A repetição de termos como “troco” e as referências à sorte e ao azar – “o terceiro páreo”, “o trato com o demo” – apontam para a ideia de que tudo tem um preço e consequências, criando a sensação de um ciclo vicioso urbano. O verso “o apocalipse não é o fim do mundo” ironiza a dramaticidade dos acontecimentos, sugerindo que o caos é parte da rotina e que sobreviver exige adaptação. Ao misturar referências religiosas, políticas e culturais, como “o sacramento extremo”, “os sete lados do conto do vigário” e “a falência do cinema”, a música constrói um painel multifacetado da sociedade. Sob a “luz do tango”, metáfora para uma claridade que revela as contradições humanas, o sagrado e o profano, o trágico e o banal se misturam, expondo a complexidade da experiência urbana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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