
Ranavalona
Olodum
Resistência e ancestralidade em "Ranavalona" do Olodum
A música "Ranavalona" do Olodum faz uma ponte entre a história de resistência de Madagascar, liderada por Ranavalona I, e a preservação das raízes africanas na Bahia, especialmente no Pelourinho. Ao chamar Ranavalona de "grande amazona rainha suprema de Madagascar", a canção homenageia sua liderança firme contra a dominação estrangeira e sugere um paralelo com a luta dos afrodescendentes baianos para manter viva sua identidade cultural diante das adversidades históricas.
A letra resgata fatos históricos ao mencionar a migração dos povos da ilha de Sunda, a formação do povo malgaxe pela mistura de árabes, indonésios e africanos, e a resistência dos nativos contra a escravidão e a colonização. Ao citar grupos como os tandroys, betsimisarakas e sakalavas, o Olodum destaca a diversidade e a força dos povos de Madagascar, conectando essa herança à Bahia com o verso: "Floresce no Pelourinho um fruto malgaxe, sublime e colossal". Essa imagem reforça como a cultura malgaxe, trazida por africanos escravizados, se tornou parte essencial da identidade baiana, celebrada pelo Olodum no carnaval. O refrão "Oceano Índico Olodum" simboliza essa ligação cultural entre Madagascar e Bahia, mostrando que a bravura e a soberania de Ranavalona ainda inspiram a resistência e a celebração do povo baiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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