
Veinte Años
Omara Portuondo
Memória e saudade em "Veinte Años" de Omara Portuondo
"Veinte Años", interpretada por Omara Portuondo, aborda de forma sensível como o tempo pode transformar um grande amor em uma lembrança dolorosa e inalcançável. O verso “El amor, que ya ha pasado / No se debe recordar” (“O amor, que já passou / Não se deve recordar”) revela a tentativa de proteger-se da dor, mas a insistência no tema mostra que esquecer um sentimento tão forte não é fácil. A música, composta em 1935 por María Teresa Vera e Guillermina Aramburú, carrega um sentimento universal de saudade, que permanece atual em cada nova interpretação, especialmente na voz de Portuondo.
A letra destaca a nostalgia e a aceitação do que não pode ser recuperado, como nos versos “Si las cosas, que uno quiere / Se pudieran alcanzar / Tú me quisieras lo mismo / Que veinte años atrás” (“Se as coisas que a gente quer / Pudéssemos alcançar / Você me amaria do mesmo jeito / Que há vinte anos atrás”). A impossibilidade de reviver o passado é sentida como uma ferida aberta, expressa na imagem de um “pedazo del alma / Que se arranca sin piedad” (“um pedaço da alma / Que se arranca sem piedade”). Essa metáfora reforça a intensidade da perda e o vazio deixado pelo fim de um amor. A interpretação de Omara Portuondo aprofunda ainda mais a emoção da canção, tornando "Veinte Años" um retrato marcante da memória afetiva e da melancolia presentes na cultura cubana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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