
Retrato da Seca
Onildo Barbosa
A seca e a esperança em "Retrato da Seca" de Onildo Barbosa
Em "Retrato da Seca", Onildo Barbosa retrata de forma direta e sensível o sofrimento das famílias do sertão nordestino diante da seca. A menção à "vaca pintada" e ao "cavalo alazão" mortos de sede, além das referências a "Jaçanã" e "Asa Branca", carrega um forte simbolismo: esses animais e nomes são ícones da vida sertaneja e da fauna local, representando o colapso do modo de vida tradicional diante da seca extrema. Ao citar "Asa Branca", Barbosa também dialoga com clássicos da música nordestina, como a canção de Luiz Gonzaga, reforçando que a seca é um drama coletivo e recorrente na cultura do sertão.
A letra expõe a dura realidade da escassez de água e alimentos, a morte dos animais e a migração forçada, como no trecho "Deixar tudo pra trás e ir embora". O verso "Joelhado olhou pra o são francisco, e pediu a transposição" mostra o apelo por uma solução concreta: a transposição do Rio São Francisco, vista como esperança para amenizar o sofrimento. O contraste entre "tanta água no rio que corre / despeijando lá no oceano / e aqui tanta vida que morre" denuncia a desigualdade e a falta de políticas eficazes para o sertão, criticando a indiferença das elites e do poder público diante do sofrimento do povo nordestino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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