
Rosa (part. Pixinguinha)
Orlando Silva
Idealização e lirismo em “Rosa (part. Pixinguinha)” de Orlando Silva
Em “Rosa (part. Pixinguinha)”, Orlando Silva interpreta uma letra marcada por um vocabulário sofisticado e influências literárias do início do século XX. Termos como “estátua majestosa” e “alma perenal” mostram a intenção de colocar a pessoa amada em um pedestal, quase como uma figura divina, distante da realidade comum. Essa escolha de palavras reflete o contexto da criação da música: os versos foram escritos por Otávio de Souza, um mecânico que surpreendeu Pixinguinha com sua poesia refinada, unindo o universo popular ao erudito de maneira singular na música brasileira.
A letra constrói uma imagem idealizada da amada, comparando-a a uma obra de arte criada por Deus e à flor preferida do beija-flor, símbolos de delicadeza e desejo. Trechos como “crucificado sobre a rósea cruz do arfante peito teu” misturam paixão intensa e sofrimento, sugerindo que o amor é ao mesmo tempo sublime e doloroso. Ao dizer “És láctea estrela, és mãe da realeza”, a canção atribui à amada qualidades celestiais e nobres. O pedido de perdão ao revelar o amor e a dúvida sobre ser correspondido trazem vulnerabilidade, equilibrando a grandiosidade das metáforas com a sinceridade do sentimento. O desejo de levar a amada ao altar e envolvê-la em “nuvens de beijos” expressa a esperança de um amor realizado, mas sempre marcado pela incerteza e pelo sofrimento, características centrais do romantismo presente na canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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