
Lábios Que Beijei
Orlando Silva
Dor e saudade em "Lábios Que Beijei" de Orlando Silva
Em "Lábios Que Beijei", Orlando Silva utiliza imagens da natureza, como "o mar na solidão bramia" e "o vento a soluçar", para intensificar o sentimento de abandono e tristeza. Esse recurso, comum nas valsas românticas dos anos 1930, ganha destaque na interpretação de Orlando, marcada por uma melancolia profunda e pela saudade. O contexto da gravação, com arranjos inovadores de Radamés Gnatalli, contribuiu para que a música se tornasse um símbolo do sofrimento amoroso e consolidasse Orlando Silva como referência do romantismo nostálgico no rádio brasileiro da época.
A letra narra a dor de uma perda irreparável. O eu lírico relembra momentos de carinho, como em "Lábios que beijei, mãos que eu afaguei", e lamenta a partida da amada para "os braços de outro amor". A frase "sou a estátua perenal da dor" expressa um sofrimento que se tornou permanente, quase imutável. O apelo a Deus e o pedido para que a amada volte mostram uma esperança quase extinta. O verso que menciona "meu pinho" (violão) como companhia na solidão reforça a ligação entre música e desabafo emocional, característica marcante tanto do repertório de Orlando Silva quanto da tradição da música popular brasileira da época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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