
A Dama Do Sinal
Ornatos Violeta
Solidão e desejo urbano em “A Dama Do Sinal”
Em “A Dama Do Sinal”, da banda Ornatos Violeta, a referência inicial a Onan, personagem bíblico ligado à masturbação, já indica o tom de desejo reprimido e frustração que permeia a música. O cenário descrito, com versos como “À uma e meia da manhã / Chega o comboio à nação!” e a televisão ligada em canais aleatórios, reforça a sensação de rotina solitária e apatia, típica de uma vida urbana noturna. Nesse ambiente, o desejo surge misturado à busca por sentido e à monotonia do cotidiano.
A figura da “dama do sinal” funciona tanto como uma personagem real quanto como símbolo da objetificação feminina, tema frequentemente discutido em análises acadêmicas sobre a canção. Ela é observada e desejada, mas permanece distante e inatingível, o que evidencia uma crítica à sexualização e à superficialidade das relações humanas. O trecho “A dama espera pelo fim do peep-show / Perguntará se eu tenho alguém / Perguntará quem é que eu sou / Perguntará se o faço bem” remete ao universo dos shows eróticos, destacando o anonimato e o vazio emocional que podem acompanhar esse tipo de experiência. A música também explora a instabilidade dos sentimentos do narrador, como em “Hoje o desejo amanhã nasce o ódio em mim / Tudo é maior!”, ampliando o tom melancólico e reflexivo da canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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