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    Carnaval e identidade coletiva em “Boneco Gigante”

    “Boneco Gigante”, da Orquestra Contemporânea de Olinda, celebra a tradição dos bonecos gigantes do Carnaval de Olinda, mas faz isso de maneira inovadora ao misturar elementos de funk e soul ao invés do frevo tradicional. Essa escolha musical reforça a ideia de que a cultura popular está em constante transformação, sem perder suas raízes. A letra menciona personagens icônicos como “Homem da Meia-Noite”, “Menino da Tarde” e “Mulher do Dia”, conectando a canção diretamente aos símbolos mais conhecidos do Carnaval pernambucano e valorizando a memória afetiva e a identidade coletiva da cidade.

    O refrão “deixa ferver, deixa ferver... eu sou do fuzuê” transmite o espírito de liberdade, alegria e espontaneidade que marca o Carnaval de Olinda. O verso “Alguém me carregue, sozinho não posso andar” faz referência ao fato de que os bonecos gigantes só ganham vida com a participação das pessoas, simbolizando a importância da coletividade e da união popular na festa. Ao citar blocos tradicionais como “Elefante”, “Marim dos Caetés” e “Pitombeira”, a música amplia o tributo à diversidade e à riqueza cultural do Carnaval local, reforçando o sentimento de pertencimento e celebração comunitária.

    Composição: Maciel Salú. Essa informação está errada? Nos avise.

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