Roda de Mate
Os Bagual
Ronca cordiona baguala
Nas mãos do índio gaiteiro
Em um compasso campeiro
Que a tristeza se espanta
Enquanto limpa a garganta
O cantador missioneiro
Enquanto limpa a garganta
O cantador missioneiro
O fogo de chão estala
Sons de chaleira chiando
E os índios vão se achegando
Pra o ritual do galpão
Passa o mate de mão em mão
Com a gaita quase chorando
Passa o mate de mão em mão
Com a gaita quase chorando
Vem vindo a prosa costeira
Que fala de lida e estrada
Da tropa na invernada
E do minuano que sopra
A roda de mate adota
A alma dos tauras armada
A roda de mate adota
A alma dos tauras armad: A
Na cuia que passa limpa
Se molda o rancho e o afeto
Onde o respeito é o decreto
E a tradição se sustenta
O amargo verde acalenta
Quem traz o pago no peito
O amargo verde acalenta
Quem traz o pago no peito
A erva que traz o verde
Das matas deste rincão
É a mesma que une o irmão
Ao redor do fogo aceso
Onde o silêncio tem peso
E a palavra tem valor
Onde o silêncio tem peso
E a palavra tem valor
A gaita segue chorando
Num tom de calmo compasso
Aconchegando o cansaço
De quem campeou o dia inteiro
E o mate o fiel parceiro
Vai renovando o abraço
E o mate o fiel parceiro
Vai renovando o abraço
A noite estende seu poncho
Por sobre o teto do galpão
Mas a chama do braseiro
E o calor do chimarrão
Afugenta o minuano
Que ronda na solidão
Afugenta o minuano
Que ronda na solidão
E assim se fecha o circuito
De gaita verso e canção
Onde o passado ressurge
Na voz de cada irmão
Deixando o rastro da história
Fincado firme no chão
Deixando o rastro da história
Fincado firme no chão



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