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De Rapariga Eu Entendo

Os Barões da Pisadinha

Coragem e fragilidade em “De Rapariga Eu Entendo”

Em “De Rapariga Eu Entendo”, Os Barões da Pisadinha contrapõem bravata e vulnerabilidade. A pose de valentão cai quando ele admite: “o que me mata é carinho de mulher” — o calcanhar de Aquiles afetivo. O termo “rapariga” aparece como gíria regional, pejorativa, para ostentar “experiência” com mulheres. O eu lírico se diz “viciado”, criado entre mesa de baralho, forró, vaquejada e cabaré — cenário popular que o grupo levou ao piseiro com toques de tecnobrega e que ganhou o Brasil, turbinado por momentos como Neymar dançando “Tá Rocheda” nas redes.

A “cartilha” de masculinidade vem do conselho do pai: “seja homem”, “enfrente lobisomem”, “nunca mije de coca”. Esse “mije de coca” é forma regional de “não mije de cócoras” (não arregue). As imagens exageradas funcionam como códigos de coragem nordestina, não fantasia gratuita: encarar lobisomem na noite, “tirar a cobra da loca” (meter-se no perigo) e dizer “numa lagoa não perco pra jacaré” (vencer até no terreno do adversário). Já “mé mé mé” não é balido: “mé” é cachaça, por isso o “Bote mais um que eu tô tomando”. E “siri na lata” descreve o sujeito ouriçado, batendo pra todo lado. Nesse universo de bar, dança e vaquejada, a faixa costura humor e fanfarronice para reafirmar a coragem, mas deixa claro o ponto fraco: por mais duro que ele tente soar, quem desmonta o macho é o “carinho de mulher”.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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