
Tempo de Guri
Os Mirins
Memórias e saudade no cotidiano de “Tempo de Guri”
“Tempo de Guri”, de Os Mirins, destaca-se por transformar cenas simples do cotidiano rural gaúcho em símbolos de identidade e pertencimento. A música utiliza expressões regionais, como “guri”, e faz referência a práticas tradicionais, como buscar água na fonte para o chimarrão do pai e montar em pêlo no petiço bragado. Esses elementos reforçam tanto a nostalgia da infância quanto a valorização da cultura do interior do Rio Grande do Sul.
A letra cria um contraste claro entre a alegria e simplicidade do passado e a vida adulta na cidade, evidenciado no verso “hoje eu vivo no entrevero da cidade”. O termo “entrevero” traz o sentido de confusão e agitação, típico do ambiente urbano, em oposição à tranquilidade do campo. As imagens de tardes ensolaradas, brincadeiras com amigos e pequenas aventuras, como armar arapuca ou caçar passarinhos, despertam uma saudade profunda de tempos mais inocentes e próximos da natureza. No final, a música adota um tom melancólico, mostrando que as lembranças servem de refúgio para lidar com a distância desses tempos, especialmente quando “só resta agora com os meus cabelos brancos ir recordando pra não morrer de saudade”. Assim, “Tempo de Guri” é tanto uma celebração da infância quanto um lamento pela perda da simplicidade e das raízes culturais diante das exigências da vida moderna.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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