Goianidade
Os Novos Goianos
Crítica à identidade regional em “Goianidade” de Os Novos Goianos
A música “Goianidade”, de Os Novos Goianos, questiona de forma direta o conceito de identidade goiana, destacando as contradições entre tradição, autenticidade e os impactos da modernidade. Logo no início, a letra evidencia a dificuldade de valorizar as belezas locais sem ignorar as desigualdades sociais, como no verso: “É difícil explicar para quem não tem comida / Que ele deve usar um garfo e não um martelo”. Esse trecho mostra o abismo entre discursos idealizados sobre a cultura regional e a realidade enfrentada por muitos goianos.
O termo “goianidade” é apresentado de forma crítica, sugerindo que se trata de uma construção artificial. O refrão reforça essa ideia ao afirmar: “Não queremos goianidade / O que queremos é qualidade / ... autenticidade”. A música também aborda as mudanças urbanas e culturais em Goiás, citando a troca da antiga Vila Boa pela nova capital, símbolo da chegada da modernidade e do capital. O trecho “O capital é poderoso e domina a capital / ... impõe o gênero musical / E depois inventa que isso é tradicional” denuncia como interesses econômicos influenciam e até criam tradições, questionando o que realmente é cultura local. Ao comparar o “caipira” autêntico ao “sertanejo” comercial, a canção critica a padronização e a comercialização da cultura. Assim, “Goianidade” propõe uma reflexão sobre o que constitui a verdadeira identidade goiana, rejeitando rótulos impostos e defendendo a busca por autenticidade e qualidade de vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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