
O Rio Severino
Os Paralamas do Sucesso
Crítica social e ironia em “O Rio Severino” dos Paralamas
Em “O Rio Severino”, Os Paralamas do Sucesso usam a ironia para destacar o contraste entre a elite que enaltece o Brasil e a população marginalizada, que sofre com a falta de soluções reais para seus problemas. O título faz referência ao poema “Morte e Vida Severina”, ampliando o foco do sofrimento nordestino para uma crítica nacional sobre questões como falta de assistência médica, analfabetismo e exclusão social. A imagem do “tísico à míngua” esperando atendimento, enquanto o rio poluído traz “morte e vida”, resume a precariedade das condições de vida e a negligência do poder público.
A letra também aborda como a falta de educação agrava a vulnerabilidade social, exemplificado no verso “quem não tem abc não pode entender HIV”, mostrando que sem acesso ao básico, as pessoas ficam ainda mais expostas a riscos. O trecho “o rio é um rosário cujas contas são cidades à espera de um Deus que dê” usa uma metáfora religiosa para ilustrar a esperança passiva de quem depende de milagres diante da ausência de políticas públicas. Já a frase “é muita gente ingrata reclamando de barriga d’água cheia” ironiza o discurso da elite, que desvaloriza as queixas dos mais pobres enquanto defende a “boa imagem da nossa nação”. Assim, a música se destaca como uma crítica direta à desigualdade e à hipocrisia social no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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