
Alagados
Os Paralamas do Sucesso
Contrastes sociais e resistência em "Alagados" dos Paralamas
"Alagados", dos Paralamas do Sucesso, aborda de forma direta a distância entre a imagem turística do Rio de Janeiro e a dura realidade das favelas. A música contrapõe o Cristo Redentor de "braços abertos num cartão postal" com a vida real, onde "os punhos fechados na vida real lhes nega oportunidades". Essa oposição evidencia o abismo social e a hipocrisia de uma cidade que se apresenta como acolhedora, mas marginaliza grande parte de sua população.
Ao citar Alagados (Salvador), Trenchtown (Jamaica) e Favela da Maré (Rio de Janeiro), a letra conecta periferias de diferentes partes do mundo, mostrando que a desigualdade e a falta de oportunidades são problemas globais. O cotidiano dessas comunidades é retratado em detalhes, como em "palafitas, trapiches, farrapos" e "filhos da mesma agonia", destacando a luta diária pela sobrevivência. O verso "a esperança não vem do mar, nem das antenas de TV" critica tanto a expectativa de soluções externas quanto a alienação da mídia, que oferece uma esperança distante da realidade. A frase "a arte é de viver da fé, só não se sabe fé em quê" reforça a resiliência dessas pessoas, que seguem em frente mesmo sem garantias. Inspirada por vivências de Herbert Vianna e referências culturais, "Alagados" se firma como um retrato realista das desigualdades sociais, valorizando a dignidade e a resistência dos que vivem à margem.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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