
Capitão De Indústria
Os Paralamas do Sucesso
Rotina e alienação em "Capitão De Indústria" dos Paralamas
Em "Capitão De Indústria", Os Paralamas do Sucesso trazem uma crítica direta à alienação causada pelo excesso de trabalho. A repetição de frases como “acordo pra trabalhar, eu durmo pra trabalhar, eu corro pra trabalhar” destaca a rotina exaustiva e mecânica que domina a vida do personagem, evidenciando como o trabalho pode consumir o tempo e a identidade das pessoas. Essa abordagem mantém o espírito da versão original de Marcos Valle, mas ganha força no contexto do Brasil dos anos 1970, período marcado pela industrialização acelerada e pela transformação das relações de trabalho.
A letra também utiliza a imagem da “fumaça” para simbolizar tanto a poluição ambiental quanto a confusão interna do personagem, que se vê incapaz de perceber o amor e a beleza das coisas simples. O trecho “me encontro perdido nas coisas que eu criei” reforça a ideia de que as próprias conquistas materiais podem se tornar prisões, afastando o indivíduo de experiências autênticas e da liberdade. Assim, "Capitão De Indústria" vai além de uma crítica social, expressando o desejo de recuperar o tempo livre e a conexão com o que é genuíno, longe das pressões e obrigações impostas pela rotina industrial.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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