
Entrando No Bororé
Os Serranos
Solidão e identidade gaúcha em “Entrando No Bororé”
“Entrando No Bororé”, de Os Serranos, retrata a chegada de Vito ao Bororé, acompanhado apenas de seu cão e cavalo. Essa cena destaca a solidão do personagem, mas também evidencia a forte conexão entre o gaúcho e a paisagem do Rio Grande do Sul. Elementos como o “cusco brasino”, o “pangaré” e o “pala” reforçam a autenticidade regional e valorizam a cultura campeira. A menção ao “quadro do Berega” faz referência à tradição artística de retratar a vida rural, sugerindo que a chegada de Vito é tão marcante quanto uma pintura, especialmente na frase “Lá vem o Rio Grande à cavalo”, que exalta o orgulho e a identidade gaúcha.
A letra traz ainda um tom nostálgico e melancólico, principalmente ao abordar o “sonho por metade / De quem vive sem amor”. Isso mostra que, apesar da beleza e da força da tradição, existe uma solidão inerente à vida no campo, marcada por sonhos incompletos e pela ausência de afeto. O desfecho, com Vito e as garças desaparecendo “na lonjura da tarde”, reforça a ideia de passagem e de ciclos que se encerram de forma silenciosa. Assim, a música celebra a cultura gaúcha, reconhecendo tanto o orgulho quanto as dores e saudades desse modo de vida, equilibrando tradição e melancolia em uma narrativa visual e sensível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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