
Acará
Os Tincoãs
Espiritualidade e resistência em "Acará" de Os Tincoãs
"Acará", de Os Tincoãs, utiliza o peixe como símbolo central para expressar a ligação com os rituais do Candomblé, onde o acará é uma oferenda importante, especialmente para Iemanjá. O refrão “Iê ô Odoyá” reforça essa conexão, funcionando como uma saudação e um pedido de proteção à orixá dos mares. A música faz referência direta a desafios como "peste" e "rumores de guerra", mostrando que a invocação de Iemanjá é também um reconhecimento da força espiritual necessária para enfrentar as adversidades do cotidiano.
A letra destaca o ciclo natural do tempo — “Vi o sol nascer, vi o dia correr, vi o entardecer e também vi tudo escurecer” —, sugerindo a transitoriedade da vida e a importância de aceitar as mudanças. O verso “resignação do sândalo, que perfuma o machado que o corta” traz uma metáfora sobre serenidade e generosidade diante do sofrimento, inspirada na sabedoria popular. Ao afirmar que “o mais puro dos homens ainda é pura vaidade”, a canção faz uma crítica à natureza humana e ressalta a necessidade de intervenção divina para suavizar os corações. Assim, "Acará" se apresenta como um cântico de humildade, resistência e esperança, valorizando a espiritualidade afro-brasileira e suas tradições ancestrais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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