
Somada
Os Tubarões
Nostalgia e identidade em “Somada” de Os Tubarões
A música “Somada”, do grupo Os Tubarões, retrata a forte ligação emocional com a cidade de Somada, em Cabo Verde. Versos como “Ligria da-m korason pankada, láguas kai pingu pingu” (“Alegria faz meu coração bater forte, lágrimas caem pingando”) mostram que o local representa muito mais do que um simples cenário: é um símbolo de pertencimento, memórias afetivas e raízes profundas. O contexto histórico da banda, que atuou durante a transição de Cabo Verde para a independência, reforça o tom nostálgico e a valorização das origens presentes na canção. Somada, nesse sentido, não é apenas o lugar da infância do narrador, mas também um marco da identidade coletiva cabo-verdiana.
A letra destaca o desejo de reviver o passado, expresso em frases como “pegar o dia de criança” e “fazer o mundo girar ao contrário”, refletindo um sentimento universal de saudade e vontade de retornar a momentos marcantes. Ao citar pontos específicos como “Pédra Baru” e “kutélu Somada”, a música ancora a nostalgia em referências reais, tornando o sentimento ainda mais concreto. A pergunta “Somada ken ki da-u es kastigu? Kastigu ki duê-m déntu mi” (“Somada, quem te deu esse castigo? Castigo que dói dentro de mim”) revela a dor causada pela distância ou pela impossibilidade de voltar à infância, reforçando o tom emotivo da canção. Assim, “Somada” se destaca como uma homenagem sensível à terra natal e à memória, conectando experiências pessoais a um sentimento coletivo de saudade e identidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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