
Amigo Flanelinha
Osvaldo Silva
Realidade das ruas em "Amigo Flanelinha" expõe exclusão social
Em "Amigo Flanelinha", Osvaldo Silva retrata de forma direta a dura realidade das crianças em situação de rua, usando a metáfora "Feito poeira na estrada" para mostrar como esses jovens são ignorados e deixados à margem da sociedade. Assim como a poeira, eles passam despercebidos, reforçando o sentimento de invisibilidade e abandono. A inspiração da música vem do cotidiano dos flanelinhas, crianças que sobrevivem limpando para-brisas nos semáforos, muitas vezes sem família, morando nas ruas e vulneráveis à dependência química. Isso se conecta aos versos "O meu sonho é ir à escola, não lavar carros e nem cheirar cola" e "As drogas me dominam, não consigo fugir", que revelam o desejo de uma vida melhor e a dificuldade de escapar do ciclo de exclusão e vícios.
A letra adota um tom sensível e realista ao narrar o encontro com o menino, destacando a empatia do narrador e o sofrimento do personagem. O pedido de dinheiro "chorando" e a frase "minha casa é a rua eu durmo nas praças" evidenciam a vulnerabilidade e o desejo de mudança. Expressões como "comendo o pão que o diabo amassou" reforçam a dureza da sobrevivência nas ruas, enquanto o sonho de estudar simboliza esperança. Ao repetir a metáfora e a história, Osvaldo Silva mostra que essa situação é comum e cotidiana, convidando o ouvinte a refletir sobre a responsabilidade social diante dessas vidas esquecidas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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