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Desejo e inquietação humana em “O Que Será” de Oswaldo Montenegro

Em “O Que Será”, Oswaldo Montenegro traz uma interpretação marcada pela introspecção e pelo questionamento, destacando nuances diferentes daquelas presentes na versão de Chico Buarque. A música explora um sentimento intenso e incontrolável, que ultrapassa qualquer tentativa de explicação racional ou moral. Montenegro enfatiza a existência de uma força interna que desafia limites sociais e pessoais, mergulhando em desejos e angústias que não podem ser facilmente contidos ou nomeados.

A repetição de perguntas como “O que será que me dá” e as descrições de sensações físicas — “me bole por dentro”, “me sobe às faces”, “me faz corar” — evidenciam uma luta interna com emoções que transbordam. Metáforas como “feito uma aguardente que não sacia” e “feito estar doente de uma folia” reforçam a ideia de um desejo ou paixão que é ao mesmo tempo prazeroso e doloroso, impossível de ser plenamente satisfeito ou compreendido. A letra sugere que esse sentimento é universal e inevitável, algo que “não tem medida, nem nunca terá” e “não tem remédio, nem nunca terá”, apontando para a natureza humana de experimentar desejos e inquietações que fogem à razão e à moralidade convencional. Dessa forma, a música se apresenta como um retrato honesto das emoções humanas mais profundas, aquelas que nos movem e desafiam, mesmo quando não conseguimos nomeá-las.

Composição: Ivano Fossati, Chico Buaque. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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