
Saturno
Pablo Alborán
Perdas e sonhos inalcançáveis em "Saturno" de Pablo Alborán
Em "Saturno", Pablo Alborán utiliza a figura do deus mitológico Saturno para simbolizar como o tempo e as circunstâncias podem destruir sonhos e possibilidades em um relacionamento. Ao cantar “En Saturno viven los hijos que nunca tuvimos” (Em Saturno vivem os filhos que nunca tivemos), ele faz referência direta à ideia de futuros e oportunidades que nunca se concretizaram, comparando-os aos filhos devorados por Saturno na mitologia. Essa metáfora, inspirada no famoso quadro de Goya, transforma o planeta e seus anéis em um espaço simbólico onde ficam guardadas as perdas e expectativas não realizadas do casal.
A letra traz uma atmosfera de melancolia e reflexão sobre o fim de um amor, como nos versos “Yo no quería amarte, tú me enseñaste a odiarte” (Eu não queria te amar, você me ensinou a te odiar) e “Todos los besos que me imaginé vuelven al lugar donde los vi crecer” (Todos os beijos que imaginei voltam para o lugar onde os vi crescer). Alborán mostra que a dor e o ressentimento surgem com a separação, e que até as lembranças felizes acabam sendo consumidas pelo tempo. As menções a Plutón e à Luna ampliam esse universo emocional: Plutão, distante e frio, guarda os “gritos de amor” que ainda ecoam, enquanto a Lua representa o arrependimento e o pedido de perdão nunca feito. Assim, os corpos celestes reforçam a ideia de que emoções e sonhos perdidos permanecem em lugares inalcançáveis, sempre fora do alcance dos amantes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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