REPARE MINHAS MÃOS
Padre Antenor
“REPARE MINHAS MÃOS”: oferta, caridade e sentido sacerdotal
O pedido “Repare minhas mãos” não é só para que Deus veja gestos de caridade; é sinal de entrega total, em que as mãos representam a própria vida colocada a serviço. Na tradição cristã, as mãos têm forte simbolismo: as de Jesus, marcadas pelas chagas, evocam sacrifício e redenção, e as dos sacerdotes são instrumentos de bênção e consagração. Isso dá ao refrão “mãos sempre abertas” um duplo sentido: generosidade para partilhar e disponibilidade litúrgica para servir e abençoar. Quando a letra afirma “Eis aqui o meu tesouro / Não é prata, não é ouro / É a vida em oferta”, contrapõe bens materiais à doação existencial, reafirmando o compromisso de dividir dons com “quem vive por aí a sofrer e a chorar”.
A canção adota um tom simples e confessional: quem canta reconhece ter “recebido do Senhor mais do que devia ter” e, por gratidão, escolhe repartir. O refrão retorna como prestação de contas humilde — “não é muito, mas aceita, meu Senhor / essa minha oblação” — e “oblação” reforça a dimensão eucarística da entrega, aproximando a caridade cotidiana de uma oferta sagrada. Na voz de Padre Antenor, sacerdote, as “mãos abertas” também aludem às mãos que abençoam e consagram, ligando o serviço aos pobres ao mistério da fé. O resultado é uma oração serena, na qual partilha e desapego se tornam caminho de gratidão e esperança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Padre Antenor e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: