
O Feiticeiro
Palmeira e Biá
Conflito cultural e repressão em “O Feiticeiro” de Palmeira e Biá
A música “O Feiticeiro”, de Palmeira e Biá, retrata o confronto entre práticas culturais tradicionais e a repressão institucional no interior do Brasil. A letra narra a prisão de um feiticeiro em Pitangueiras, detalhando a destruição de seus livros e objetos de ritual, como “livro de mandinga”, “corrente são cipriano”, “galão de defunto”, “pé de pato” e “sapo seco”. Esses elementos evidenciam o preconceito e a intolerância contra saberes de matriz africana e religiões populares, frequentemente marginalizados e perseguidos pelas autoridades. A menção à “irmandade dos africano” reforça a ligação dessas práticas com a herança africana e o estigma social que carregam.
A música também faz uma crítica à ideia de progresso que exclui manifestações culturais consideradas indesejadas. Isso fica claro quando a repressão ao feiticeiro é celebrada como sinal de avanço: “não tem mais roda de samba” e “ninguém mais em muamba”. A letra sugere que a modernização da cidade ocorre à custa do apagamento de tradições e da diversidade cultural. O verso “Moça branca e direita com preto velho casou” aborda o preconceito racial e social, mostrando como a mistura de classes e raças era vista como uma ameaça à moral local. Com um tom direto e detalhado, a canção denuncia a intolerância e a tentativa de eliminar práticas culturais em nome da ordem e do progresso.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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