
Tambor de Crioula
Papete
Tradição e celebração maranhense em “Tambor de Crioula”
A música “Tambor de Crioula”, de Papete, celebra a tradição afro-brasileira do Maranhão, destacando elementos marcantes dessa manifestação cultural. O trecho “afinado a fogo tocado a murro / Dançado a coice e chão” faz referência ao modo tradicional de preparar o tambor, aquecendo a pele no fogo para afinar o instrumento, e à energia intensa da dança, marcada por movimentos vigorosos e pelo contato direto com o chão. Expressões como “vira vira os óio pro rabo da saia dela” e “requebra com peneirado” ressaltam o caráter sensual e festivo da dança, além de valorizar a presença feminina, já que são as mulheres que tradicionalmente dançam em círculo ao redor dos tambores.
A letra também evidencia o sincretismo religioso e cultural do Maranhão ao mencionar figuras como o ogã, líder religioso nas tradições afro-brasileiras, e ao invocar “Jesus e Nossa Senhora”, misturando referências do catolicismo, das religiões de matriz africana e da cultura popular. A presença da cachaça, bebida típica das festas populares, reforça o clima descontraído e festivo. Versos como “Eu vou m'embora mas um dia eu volto aqui” expressam saudade e pertencimento à terra e à tradição. O refrão, com palavras de origem africana e sons onomatopaicos como “Lauê lauê Lauá Uipadaba badauê Lauerê já vai parar”, transmite a musicalidade e a oralidade dessas manifestações, celebrando a resistência e a alegria do povo maranhense.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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