
Remador
Parangolé
Fé, tradição e mar em “Remador” do Parangolé
“Remador”, do Parangolé, é uma homenagem à celebração de Iemanjá, figura central das religiões afro-brasileiras, especialmente no candomblé baiano. A música faz referência direta ao dia 2 de fevereiro e à saudação “Odoiá”, marcando a data em que comunidades litorâneas da Bahia prestam tributo à orixá das águas. O trecho “Pescador bota o barco no mar / Hoje é dia 2 / Dia de iemanjá” mostra como a fé e as tradições estão presentes no cotidiano dos pescadores, conectando o trabalho ao sagrado. A menção à Baía de Todos os Santos reforça o orgulho regional e a valorização das raízes culturais baianas. O refrão “Rema, rema, rema / Remador” transmite movimento, persistência e esperança, simbolizando a jornada da vida guiada pela fé e pela proteção dos orixás.
O sincretismo religioso aparece quando a letra diz “Só pai nosso e uma ave-maria”, unindo elementos do catolicismo às tradições afro-brasileiras, algo comum na cultura baiana. Essa mistura de crenças mostra que a busca por proteção e paz vai além das religiões, sendo parte da identidade local. A música traz uma atmosfera leve e otimista, expressa no desejo de que “meu barco navegue os sete mares” e que “os povos de todos lugares / Naveguem na paz do senhor”, transmitindo uma mensagem universal de fé, união e esperança diante dos desafios. “Remador” celebra a força espiritual, a sabedoria popular e a conexão com o mar, elementos essenciais para a vida e a cultura do povo baiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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