
Cante Lá Que Eu Canto Cá
Patativa do Assaré
Identidade sertaneja e respeito em “Cante Lá Que Eu Canto Cá”
“Cante Lá Que Eu Canto Cá”, de Patativa do Assaré, destaca a separação entre o mundo rural e o urbano, mostrando que a vivência sertaneja é única e não pode ser entendida por quem não a experimentou. Patativa valoriza sua origem e transforma a ausência de estudo formal em motivo de orgulho, como nos versos “Deus me ensinou tudo / Sem de livro precisá”, deixando claro que sua poesia nasce da experiência e do sofrimento, não do saber acadêmico.
A música, lançada em 1978, é um manifesto em defesa da cultura popular nordestina. Patativa contrapõe a “rima polida” do poeta urbano à simplicidade e à verdade dos versos do sertão, usando imagens como “meu verso é como a semente / Que nasce enriba do chão” para mostrar que sua arte vem da terra e da vida real. O refrão “Por favô, não mêxa aqui / Que eu também não mexo aí / Cante lá, que eu canto cá” reforça a ideia de respeito mútuo, mas também marca as fronteiras culturais, sugerindo que cada um deve falar do que conhece. Patativa também retrata as dificuldades e a dignidade do sertanejo, mostrando o trabalho duro e a criatividade para superar a falta de recursos, como ao improvisar um isqueiro de “chifre de gado / cheio de algodão queimado”. No final, ele iguala o valor das experiências ao afirmar que todos têm “o direito sagrado / por Jesus abençoado” de amar e ser amado. Assim, a música é um pedido de respeito e uma celebração da identidade sertaneja.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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