
O Poeta da Roça
Patativa do Assaré
Orgulho e resistência rural em “O Poeta da Roça”
Em “O Poeta da Roça”, Patativa do Assaré expressa com clareza o orgulho de sua origem camponesa e a escolha consciente de se afastar dos padrões dos poetas urbanos ou eruditos. Logo no início, ao se definir como “fio das mata, cantô da mão grossa”, ele destaca que sua poesia nasce da vivência direta com a terra e do trabalho árduo na roça. Elementos como a “chupana tapada de barro” e o “cigarro de paia de mio” reforçam a valorização da cultura popular e da oralidade, aspectos centrais em sua obra.
Patativa enfatiza que sua poesia não depende de educação formal, mas sim da experiência e da observação do cotidiano rural, como mostra ao dizer: “não tenho sabença, pois nunca estudei / Apenas eu sei o meu nome assiná”. Ele diferencia seus versos, “rastero, singelo e sem graça”, daqueles que circulam nos “rico salão”, deixando claro que sua arte pertence ao povo do campo, à “pobre paióça, da serra ao sertão”. A letra também revela empatia ao retratar figuras como o caboclo, o vaqueiro e o mendigo, sempre com sensibilidade para as dificuldades e a coragem do sertanejo. Ao final, Patativa reafirma seu contentamento em viver no campo, “sem cobiça dos cofre luzente”, e seu compromisso em cantar “as verdade das coisa do norte”, valorizando a experiência rural acima de qualquer reconhecimento urbano ou acadêmico.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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