
Poema
Patativa do Assaré
Despedida e resistência em "Poema" de Patativa do Assaré
Em "Poema", Patativa do Assaré retrata com sensibilidade o sofrimento do povo nordestino diante da seca e da migração forçada. A repetição do lamento "Meu Deus, meu Deus" ao longo da obra não expressa apenas resignação, mas também uma súplica constante, quase como um ritual, que revela a dimensão espiritual do sofrimento vivido no sertão. Patativa utiliza uma linguagem simples e direta para narrar o ciclo de esperança e frustração do sertanejo, que observa a passagem dos meses esperando pela chuva e, diante da sua ausência, é obrigado a deixar sua terra.
A letra detalha o drama da migração, mostrando como a seca destrói não só as plantações, mas também os laços afetivos e a identidade do povo. Ao vender "burro, jegue e o cavalo" e até mesmo o "galo", a família se desfaz de tudo o que a liga à terra natal, embarcando em um caminhão rumo ao desconhecido. O sofrimento é intensificado pelas perguntas das crianças sobre os animais e brinquedos deixados para trás, humanizando a tragédia e mostrando que a perda vai além do material. O contraste entre o "céu lindo azul" do sertão e a "garoa, lama e paú" de São Paulo reforça o sentimento de deslocamento e saudade. Patativa denuncia a injustiça social e a falta de perspectivas, ao mesmo tempo em que homenageia a força e a resistência do povo nordestino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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