
Amor À Natureza
Paulinho da Viola
Crítica à urbanização e esperança em “Amor À Natureza”
“Amor À Natureza”, de Paulinho da Viola, faz uma crítica sutil à rápida modernização do Rio de Janeiro durante o regime militar, ao mesmo tempo em que expressa nostalgia pela cidade que já foi símbolo de beleza natural. O verso “Imensos blocos de concreto ocupando todos os espaços daquela que já foi a mais bela cidade” mostra a preocupação do artista com a urbanização desenfreada, que apagou parte do encanto natural do Rio. A menção às “cinzentas nuvens de fumaça” reforça o lamento pela poluição e pela perda da qualidade de vida, temas pouco discutidos na música popular brasileira da época. Com isso, Paulinho da Viola se destaca como um dos primeiros a trazer a pauta ambiental para o samba.
A música também transmite esperança, simbolizada pela metáfora da “semente atirada num solo tão fértil”, que representa o início do movimento ambientalista no Brasil e a possibilidade de renovação. Mesmo diante do “cenário de tristeza” e do “desprezo” presente no ar, Paulinho sugere que ainda é possível acreditar na recuperação e preservação da natureza. O tom reflexivo e nostálgico da letra, junto à crítica social, faz de “Amor À Natureza” um retrato sensível do conflito entre progresso e preservação, valorizando a memória dos que lutaram “em nome do amor à natureza” e alimentando a esperança de um futuro mais equilibrado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Paulinho da Viola e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: