
Comprimido
Paulinho da Viola
Relações e tragédias ocultas em "Comprimido" de Paulinho da Viola
"Comprimido", de Paulinho da Viola, aborda de forma direta e sóbria os conflitos e tragédias que podem se esconder na rotina de um relacionamento. A música faz uma referência explícita à canção "Cotidiano", de Chico Buarque, especialmente no trecho final, criando um contraste irônico: enquanto Chico retrata a repetição e a aparente normalidade do dia a dia de um casal, Paulinho revela o lado sombrio desse mesmo cotidiano, marcado por ciúme, violência e falta de comunicação.
A letra narra o ciclo de desconfiança e agressão, mostrando um protagonista dominado por "um ciúme incontrolado" que agride a companheira e tenta se proteger legalmente, deixando marcas para comprovar sua versão. O ambiente é de tensão crescente, com o personagem se isolando, deixando de comer e se entregando à bebida, até chegar ao suicídio por envenenamento. O delegado, símbolo da autoridade, aparece duas vezes, mas se mostra impotente diante da complexidade dos sentimentos humanos, como no trecho: "Ninguém pode julgar coisas de amor". No final, a mulher menciona a obsessão do companheiro por "um samba do Chico, falando das coisas do dia-a-dia", reforçando que, por trás da rotina, podem existir dramas profundos e invisíveis. Assim, a música propõe uma reflexão sobre os limites da compreensão e do julgamento nas relações afetivas, mostrando como o cotidiano pode ser palco de pequenas alegrias, mas também de tragédias silenciosas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Paulinho da Viola e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: