
Roendo As Unhas
Paulinho da Viola
O acolhimento do samba em "Roendo As Unhas" de Paulinho da Viola
"Roendo As Unhas", de Paulinho da Viola, mostra como o samba serve de refúgio em tempos de ansiedade e repressão, especialmente durante a ditadura militar no Brasil. O verso “Meu samba não se importa que eu esteja numa de andar roendo as unhas pela madrugada” expressa um sentimento de inquietação, mas também revela que o samba acolhe o indivíduo mesmo em seus momentos mais difíceis. A estrutura musical, marcada por tensão e repetição, reforça esse clima de incerteza, refletindo tanto o contexto social quanto o estado emocional do compositor.
A letra adota um tom simples e resignado, mostrando que o samba não exige perfeição ou alegria constante: “Meu samba não se importa se eu não faço rima / Se pego na viola e ela desafina”. Essa postura revela uma aceitação das imperfeições humanas, tornando o samba um companheiro fiel, mesmo quando o narrador está desmotivado ou triste. Ao afirmar “Quando entro numa boa ele vem comigo / E fica desse jeito se eu entristecer”, Paulinho da Viola destaca que o samba acompanha todas as fases da vida, seja nos momentos de felicidade ou de tristeza. Assim, a música se apresenta como um espaço de liberdade e acolhimento, capaz de abraçar tanto as dores pessoais quanto as dificuldades coletivas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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