
Minhas Madrugadas
Paulinho da Viola
Reflexão sobre o tempo e saudade em “Minhas Madrugadas”
“Minhas Madrugadas”, de Paulinho da Viola, aborda como cantar durante a madrugada serve como uma tentativa de aliviar dores do passado, mas também evidencia que é impossível escapar das marcas deixadas pelo tempo. O verso “Trago a face marcada / Cada ruga no meu rosto / Simboliza um desgosto” mostra que cada ruga representa não só o envelhecimento, mas também os arrependimentos e desilusões acumulados ao longo da vida. Essa relação entre sofrimento e passagem do tempo é um tema frequente no samba, e ganha ainda mais força na parceria entre Paulinho da Viola e Candeia.
A saudade é o sentimento central da música, especialmente quando o narrador diz: “Só restou saudade no meu coração” e lamenta a juventude perdida em “E a mocidade / Que não volta mais”. O momento em que ele se encara no espelho e percebe “meus olhos vermelhos” revela um confronto com a própria vulnerabilidade, levando à conclusão de que “a vida / Que eu vivi foi ilusão”. Esse trecho reforça o tom melancólico e reflexivo da canção, em que o passado é visto com pesar e o presente é marcado pela busca, muitas vezes frustrada, de consolo na música e nas lembranças. A letra expressa a essência do samba como espaço de confissão íntima e de busca por sentido diante das perdas e do tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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