
Lapa em três tempos
Paulinho da Viola
Retrato histórico e afetivo do Rio em "Lapa em três tempos"
Em "Lapa em três tempos", Paulinho da Viola transforma a Lapa em uma personagem feminina, a "formosa mulher", que aparece no início e no fim da música. Essa escolha não é apenas um recurso poético, mas simboliza o bairro como fonte de inspiração para artistas e boêmios. A letra percorre diferentes fases da história da Lapa, desde o período colonial até a atualidade, como nos versos: “Vem dos vice-reis / E dos tempos do Brasil imperial / Através de tradições / Até a república atual”. Esse panorama histórico reforça o tom nostálgico da canção, que foi composta como samba-enredo para a Portela em 1971, celebrando a riqueza cultural e arquitetônica do bairro.
A música destaca práticas culturais marcantes, como as rodas de malandro e a capoeira, presentes em “Olha a roda de malandro / Quero ver quem vai cair / Capoeira vai plantando / Pois agora vais subir”. Esses versos remetem à tradição popular e à resistência cultural da Lapa. A repetição de “poeira, oi poeira / O samba vai levantar poeira” transmite a energia do samba, capaz de reviver memórias e tradições. Ao mencionar os “famosos arcos” e “belos mosteiros”, a letra faz referência aos marcos arquitetônicos do bairro, mostrando como a Lapa mantém sua essência boêmia e cultural apesar das mudanças. A gravação de Paulinho da Viola foi essencial para eternizar essa homenagem, unindo tradição e modernidade em um retrato afetivo da memória carioca.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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