
Sinal Fechado
Paulinho da Viola
Solidão e urgência urbana em “Sinal Fechado” de Paulinho da Viola
Em “Sinal Fechado”, Paulinho da Viola retrata a dificuldade de criar vínculos verdadeiros em meio à pressa e ao medo, especialmente durante a Ditadura Militar. O encontro entre os personagens é marcado por diálogos rápidos e promessas que nunca se concretizam, refletindo tanto o ritmo acelerado da vida urbana quanto o clima de repressão e censura da época. A frase “Me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios” resume essa urgência, mostrando como o medo de se expor e a necessidade de seguir em frente impedem conversas profundas e sinceras.
O trânsito, usado como metáfora central, aparece no título e no verso “O sinal... vai abrir, vai abrir”, simbolizando as barreiras à comunicação. O semáforo fechado representa o impedimento do encontro verdadeiro, enquanto a poeira das ruas apaga as palavras e sentimentos não expressos. Versos como “Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas” e “Eu também tenho algo a dizer, mas me foge a lembrança” mostram o silenciamento causado tanto pela autocensura quanto pelo cotidiano apressado. A melodia repetitiva e os acordes dissonantes reforçam a sensação de angústia e desencontro, tornando “Sinal Fechado” um retrato sensível da solidão e da distância emocional, além de um comentário sobre a fragilidade das relações humanas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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