
Que Trabalho é Esse?
Paulinho da Viola
Crítica social e humor em "Que Trabalho é Esse?" de Paulinho da Viola
A música "Que Trabalho é Esse?" de Paulinho da Viola utiliza ironia já no título para abordar de forma crítica e descontraída a exploração do trabalhador. Ao recusar "carregar pedra", o eu lírico faz referência a tarefas pesadas e desvalorizadas, representando a resistência diante de condições injustas e a recusa em aceitar trabalhos degradantes. O tom coloquial aproxima a letra do cotidiano de quem enfrenta patrões que sempre arrumam desculpas para negar aumentos e melhores condições, como no verso: “Quando falo no aumento, ele sempre diz que não é hora”.
A canção também evidencia a insatisfação com a baixa remuneração e a dificuldade de sustentar a família, como mostra o trecho: “E a família lá casa sem arroz e sem feijão / Como é que fica!”. Essa frase destaca o impacto real da exploração na vida do trabalhador, mostrando as consequências práticas da desvalorização do trabalho. Lançada em 1982, a música dialoga com o contexto de crise econômica e reivindicações trabalhistas no Brasil, reforçando seu tom de denúncia social.
No final, as menções a Buci Moreira, Adufe e sapateado trazem leveza e humor, mas também valorizam a cultura popular e a solidariedade entre trabalhadores e artistas. Paulinho da Viola, assim, constrói uma narrativa que, mesmo com simplicidade e humor, denuncia a exploração e valoriza a dignidade do trabalhador brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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