Galope Aflito
Paulinho Leite
Metáforas sertanejas e crítica social em “Galope Aflito”
Em “Galope Aflito”, Paulinho Leite utiliza imagens do sertão para retratar a dor e a resistência do povo nordestino. A referência aos “dois punhais” na fala mansa destaca o contraste entre palavras suaves e feridas profundas, mostrando como gestos aparentemente gentis podem esconder sofrimento. Elementos como “espora”, “chibata” e “galope” reforçam o ambiente sertanejo e simbolizam tanto o sofrimento físico quanto a luta diária de quem vive no sertão.
A canção também aborda sentimentos de aprisionamento e impotência, como nos versos “Sou gato preso no porão” e “Sou mero pau de arara”, que evocam imagens de restrição e dor, tanto física quanto emocional. No trecho final, “E esse gado tangido, corrido, varrido, sofrido / Num galope aflito / Valeu boi?”, Paulinho amplia o sentido da música para uma crítica social, comparando o sofrimento coletivo das pessoas ao gado conduzido sob pressão. Assim, “Galope Aflito” vai além do relato pessoal e se torna um retrato sensível das dificuldades e da força do povo nordestino diante das adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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