
A Seta e o Alvo
Paulinho Moska
Contrastes de viver em "A Seta e o Alvo" de Paulinho Moska
Em "A Seta e o Alvo", Paulinho Moska explora o contraste entre viver intensamente e buscar segurança a qualquer custo. A letra apresenta dois personagens opostos: um se entrega ao acaso, ao amor e à liberdade, enquanto o outro se prende ao medo, à previsibilidade e à busca constante por metas. O verso “Eu falo de amor à vida, / Você de medo da morte” resume essa dualidade, mostrando como diferentes visões de mundo podem afastar pessoas, mesmo que estejam juntas.
A metáfora central da música, a "seta e o alvo", reforça essa ideia. A seta representa o desejo de alcançar objetivos claros, enquanto o alvo simboliza algo que pode não estar esperando, sugerindo que a obsessão por metas pode levar à frustração ou à perda do sentido da jornada. O questionamento final – “Então me diz qual é a graça / De já saber o fim da estrada, / Quando se parte rumo ao nada?” – critica a vida excessivamente planejada e valoriza a abertura ao inesperado. Moska, conhecido por brincar com palavras, também insere reflexões sobre sentido e transcendência, aproximando a canção de temas religiosos. Assim, a música propõe um equilíbrio entre controle e entrega, mostrando que viver plenamente exige coragem para arriscar e aceitar o desconhecido.



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