
Esse Rio É Minha Rua
Paulo André Barata
A relação dos ribeirinhos com o rio em “Esse Rio É Minha Rua”
“Esse Rio É Minha Rua”, de Paulo André Barata, retrata de forma clara e afetiva a conexão dos habitantes da Amazônia com o rio, que vai muito além de um simples caminho: ele é parte fundamental da vida e da identidade local. O verso “Esse rio é minha rua / Minha e tua, mururé” mostra como o rio substitui as ruas tradicionais, servindo como espaço de convivência, trabalho e deslocamento. A palavra “mururé”, uma planta típica da região, reforça o cenário amazônico e a ligação com a natureza. Outros versos, como “Piso no peito da lua / Deito no chão da maré”, expressam a harmonia entre as pessoas e o ambiente, onde o ciclo das águas e da lua define o ritmo do cotidiano.
A música também traz elementos do folclore e da cultura amazônica. Referências à “cobra grande” (serpente mítica dos rios) e ao “puraqué” (peixe elétrico) funcionam como metáforas para os desafios enfrentados pelos ribeirinhos. O trecho “Quem montou na cobra grande / Não se escancha em puraqué” valoriza a coragem de quem já superou grandes perigos. O diálogo com o “boto preto” e a menção a “piché” (mancha escura) misturam humor, lendas e duplos sentidos, já que o boto é famoso nas histórias de sedução da região. Expressões como “pois é, pois é” e termos regionais (“igarapé”, “abaeté”, “maresia”) reforçam a oralidade e autenticidade do universo amazônico. Assim, a canção se destaca como um retrato fiel da vida ribeirinha, celebrando a cultura, os mitos e o cotidiano do Pará.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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