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    Orgulho e identidade paraense em “Porto Caribe” de Paulo André Barata

    Em “Porto Caribe”, Paulo André Barata expressa com clareza o orgulho de ser paraense e a força da identidade cultural do Pará. Logo no início, o verso “Eu sou de um país que se chama Pará” destaca o estado como um território único, quase como uma nação à parte, com cultura e ritmos próprios que se destacam no cenário mundial. A menção ao “Caribe” como porto do Pará reforça a ideia de uma ligação direta com o universo tropical e dançante, aproximando o Pará das influências caribenhas e latino-americanas, especialmente através de ritmos como a lambada, citada na letra.

    O trecho “sei pelos disco do velho cugat / que yo, ay yo no puedo vivir sin bailar” (sei pelos discos do velho Cugat / que eu, ah eu não posso viver sem dançar) faz referência ao maestro cubano Xavier Cugat, reconhecido por difundir ritmos latinos. Isso mostra como a música paraense dialoga com outras culturas tropicais. Ao citar cidades como Paris, Nova York, Moscou, Berlim e Bogotá, a canção coloca o Pará no mesmo nível das grandes metrópoles, mas sempre ressaltando sua autenticidade: “Eu sou mandinga do meu pará”. Aqui, “mandinga” — termo de origem africana — representa o charme, a força e a esperteza do povo local. Celebrizada por Fafá de Belém, a música é um convite para dançar, amar e valorizar as raízes, mostrando que o Pará é, ao mesmo tempo, local e universal.

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