
I-Margem
Paulo Araújo
Relação entre rio e emoções em "I-Margem" de Paulo Araújo
A música "I-Margem", de Paulo Araújo, explora como o rio São Francisco se torna símbolo de sentimentos como perda, transformação e pertencimento. O verso “Há um rio afogando em mim / Secando, secando, secando” mostra um conflito interno, em que o rio representa emoções profundas que, ao mesmo tempo, transbordam e se esgotam. Essa dualidade reflete a ligação do compositor com o rio, elemento central na cultura de Bom Jesus da Lapa, sua cidade natal, e reforça a conexão entre a paisagem natural e o universo emocional do artista.
A letra traz imagens como “foi na margem do meu peito / que você pisou e se fez dona”, associando a margem do rio ao espaço íntimo do coração, onde alguém chega, marca presença e causa desequilíbrio. A expressão “ciranda que desanda” indica a ruptura de um ciclo afetivo, enquanto referências a “pescadeira”, “ramos e remos” e “corte da Lua” evocam o cotidiano ribeirinho e suas tradições, ampliando o sentido da canção para além do individual. No trecho final, “Se esse rio desaguar em ti / Viverás sem mim / E se não acontecer assim / Morrerás enfim”, a música reforça que o fluxo das emoções é vital, e que a estagnação pode levar ao fim do amor ou da própria existência simbólica. A presença de "I-Margem" na trilha de "Velho Chico" fortaleceu esse diálogo entre drama pessoal e identidade regional, tornando a canção um retrato sensível da vida às margens do São Francisco.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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