
Vento Bravo
Paulo César Pinheiro
Resistência e esperança em "Vento Bravo" de Paulo César Pinheiro
Em "Vento Bravo", Paulo César Pinheiro, em parceria com Edu Lobo, utiliza a imagem do vento como símbolo de transformação social e ruptura com a opressão. A letra faz referência direta ao contexto histórico da escravidão no Brasil, citando elementos como "argola, ferro, chibata e pau" e mencionando a "lei da Coroa Imperial". Esses trechos reforçam o ambiente de violência e submissão vivido pelos escravizados, enquanto a "calmaria negra de pantanal" sugere um silêncio tenso, que esconde a brutalidade do regime escravocrata.
A canção, porém, não se limita à denúncia. Ela constrói uma atmosfera de resistência e esperança ao afirmar: "o vento vira e do vendaval / surge o vento bravo". O vento é descrito como "sangue novo", "grito no ar" e "correnteza de rio que não vai se acalmar", imagens que transmitem a força coletiva e a inevitabilidade da luta por liberdade. O verso "vem sem raça e cor, quem viver verá" amplia o sentido da resistência, mostrando que a transformação é inclusiva e atinge toda a sociedade. A referência à "palma verde se avermelhar" sugere uma mudança radical, talvez até violenta, mas necessária para romper com o passado de opressão. Assim, "Vento Bravo" se destaca como um hino à resistência e à esperança, dialogando tanto com o passado colonial quanto com o contexto político do Brasil nos anos 1970.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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