
Toque de Amazonas
Paulo César Pinheiro
Herança e resistência em "Toque de Amazonas" de Paulo César Pinheiro
"Toque de Amazonas", de Paulo César Pinheiro, destaca a convivência de opostos no Pelourinho, em Salvador, e valoriza a coragem dos mestres da capoeira. O trecho “No largo do Pelourinho / O bem convive com o mal / Mas não se deve ter medo / De frequentar o local / Dizia mestre Besouro” faz referência direta ao ensinamento de Mestre Besouro, figura lendária da capoeira, que incentivava a enfrentar adversidades sem medo. Essa mensagem reforça a resistência e a autoconfiança, valores fundamentais na tradição da capoeira baiana.
A música presta homenagem a mestres como Besouro, Bimba, Pastinha, Caiçara, Budião, Canjiquinha, Dora, Rosa Palmeirão e Barroquinha, celebrando a diversidade e a riqueza cultural da capoeira. O verso “Punhal não tem mais valia / Depois de um tiro mortal” faz alusão à lenda de que Besouro era protegido por rituais e só teria sido vencido por uma arma de fogo, não por armas brancas. O refrão “Cordão de Ouro, Beiramar / Ogum, meu guia / Salve o Besouro, mangangá / Rei da Bahia” reforça a conexão entre a capoeira, a religiosidade afro-brasileira (com Ogum como orixá protetor) e o orgulho de uma linhagem de resistência. Assim, "Toque de Amazonas" se apresenta como um tributo à força, tradição e espiritualidade que sustentam a capoeira e seus mestres, transmitindo respeito e emoção por essa herança cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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