
Toque de Benguela
Paulo César Pinheiro
Capoeira, ancestralidade e resistência em “Toque de Benguela”
Em “Toque de Benguela”, Paulo César Pinheiro destaca a capoeira como um símbolo da herança africana no Brasil, conectando passado e presente por meio de imagens marcantes. O trecho “Mãe-África engravidou em Angola / Partiu de Luanda e de Benguela / Chegou e pariu a capoeira / No chão do Brasil, verde-e-amarela” mostra como a capoeira nasceu do sofrimento e da criatividade dos povos africanos escravizados, tornando-se um elo entre continentes e gerações. A metáfora do nascimento reforça a ideia de que a capoeira é mais do que uma luta ou dança: é uma expressão viva da ancestralidade africana na cultura brasileira.
A letra cita cidades como Luanda e Benguela, reforçando a origem angolana da capoeira, e faz referência ao Quilombo da Serra da Barriga, local histórico do Quilombo dos Palmares, símbolo da resistência negra no Brasil. Ao mencionar figuras como Ganga-Zumba, líder quilombola, e Besouro Mangangá, capoeirista lendário, o compositor homenageia personagens que representam coragem e luta pela liberdade. O verso “Capoeira que é bom ninguém instiga / Se instigar vai provar o veneno dela” destaca o papel da capoeira como forma de autodefesa e afirmação identitária. Assim, a música celebra a capoeira como herança africana, símbolo de resistência e orgulho, mantendo viva a memória e a força dos ancestrais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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