
E Depois do Adeus
Paulo de Carvalho
Relações e renascimento em “E Depois do Adeus” de Paulo de Carvalho
A música “E Depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, destaca-se pela profundidade emocional e pelo contexto histórico marcante. O verso “Tu vieste em flor, eu te desfolhei” chama atenção por sua ousadia e simbolismo, sugerindo tanto a entrega e vulnerabilidade do amor quanto a inevitável perda e transformação que acompanham o fim de uma relação. Inspirada nas cartas de José Niza à esposa durante a Guerra Colonial, a letra transmite uma melancolia intensa, refletindo solidão, saudade e a busca por sentido após uma separação, como nos versos “Quis saber quem sou, o que faço aqui / Quem me abandonou, de quem me esqueci”.
Embora seja uma balada romântica sem conteúdo político explícito, “E Depois do Adeus” ganhou um papel histórico ao ser usada como senha para o início da Revolução dos Cravos, tornando-se símbolo de mudança e esperança em Portugal. O refrão “E depois do amor, e depois de nós / O dizer adeus, o ficarmos sós” reforça o tom de despedida e recomeço, tanto no plano pessoal quanto coletivo. A canção explora a dualidade entre perda e renascimento, como em “Morri nele e ao morrer renasci”, mostrando que o fim de um ciclo pode ser doloroso, mas também abre espaço para novas possibilidades – um paralelo direto com o momento histórico em que foi eternizada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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