Seu Riograndino
Paulo Dias Garcia
Rituais de pertencimento em "Seu Riograndino" de Paulo Dias Garcia
"Seu Riograndino", de Paulo Dias Garcia, retrata o cotidiano do homem do campo gaúcho, mostrando como o vinho tinto e a conversa no bolicho vão além do lazer: são rituais que aliviam a solidão e reforçam o sentimento de pertencimento. O trecho “Por certo o tinto se fez sagrado / Quando aumentado, na mão de Cristo / Pra benzer a tristeza e fingir a alegria / Na sacristia de algum domingo” associa o ato de beber vinho a um simbolismo religioso, sugerindo que, para o trabalhador rural, o vinho serve tanto para amenizar as dores quanto para celebrar pequenas alegrias, funcionando quase como um sacramento diário.
A letra traz elementos marcantes da cultura gaúcha, como o "pala", o "zaino" e o costume de parar em bolichos para comer sardinha, bolacha e tomar um trago. Esses detalhes reforçam a identidade regional e mostram a importância das pequenas tradições no dia a dia do trabalhador rural. Após “trinta dia que na campanha eu lido solito”, o personagem busca no bolicho não só o vinho, mas também a conversa, evidenciando que a solidão do campo é suavizada pelo convívio e pelas histórias compartilhadas. O questionamento “Qual o mistério? Será por farra ou então por vício / A enfurtar a tarde que ao largo passa despercebida” indica que esses momentos de pausa são essenciais para dar sentido à rotina difícil, funcionando tanto como fuga quanto como celebração da própria existência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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