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Nordeste 1920 (Terra Prometida)

Paulo Sérgio

Despedida e esperança em "Nordeste 1920 (Terra Prometida)"

"Nordeste 1920 (Terra Prometida)", de Paulo Sérgio, retrata a dura realidade de quem é forçado a deixar sua terra natal devido à seca e à pobreza. Logo no início, o verso “Pra que chover agora se o gado já morreu?” expressa a sensação de derrota e impotência diante da devastação causada pela falta de chuva. A música mostra que, mesmo que a situação melhorasse, o sofrimento já deixou marcas profundas na vida dessas pessoas.

O título faz referência à ideia bíblica de uma terra prometida, mas também carrega uma ironia amarga: para muitos nordestinos, essa promessa nunca se realizou. A letra destaca o sofrimento de uma família, marcada pela perda e pela descrença, como nos versos “Nem em promessas acredito mais / Que Deus perdoe esta minha descrença / Minha recompensa foi sofrer demais”. O contexto histórico dos anos 1920 reforça o drama coletivo das migrações forçadas, comuns naquela época. A saudade e o apego à terra aparecem no gesto de “beijar o chão” antes da partida, enquanto a esperança, mesmo abalada, ainda motiva a busca por uma vida melhor. A canção equilibra melancolia e coragem, mostrando a luta por dignidade e sobrevivência diante das adversidades.

Composição: Tony Damito, César. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por dalmo. Revisões por 2 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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