
Tempo e Espaço
Paulo Vanzolini
Reflexão sobre existência e ciência em “Tempo e Espaço”
“Tempo e Espaço”, de Paulo Vanzolini, se destaca por unir conceitos científicos à linguagem do samba, algo pouco comum no gênero. Vanzolini, que também era zoólogo e cientista, incorpora termos como “linha de mundo” e “reta fechada” — referências diretas à física e à matemática — para criar uma metáfora sobre a experiência subjetiva do tempo e da existência.
A letra aborda a dificuldade de separar começo, meio e fim na vida, sugerindo que tudo é cíclico e conectado, como em “Périplo, cíclo, jornada de luz consumida / E reencontrada”. Quando o autor fala em “viagens no espaço, de dentro de mim”, deixa claro que essas jornadas são internas, ligadas às emoções e à busca pessoal de sentido. O verso “Das conjunções improváveis / De órbitas instáveis / É que eu me mantenho” reforça a ideia de que a vida é feita de encontros e desencontros inesperados, e que o movimento em busca de sentido ou de alguém é o que impulsiona o sujeito. Assim, Vanzolini transforma conceitos científicos em poesia acessível, usando o samba para refletir sobre o tempo, a existência e a complexidade dos sentimentos humanos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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