
Lamento De Carreiro
Peão Carreiro e Praense
Tradição e saudade no sertão em “Lamento De Carreiro”
“Lamento De Carreiro”, de Peão Carreiro e Praense, retrata de forma clara o impacto da modernização sobre as tradições rurais, tendo o carro de boi como símbolo dessa transformação. O verso “Seu carro não mais cantou / Emudecendo o sertão” mostra como o som do carro de boi, que antes fazia parte do cotidiano do campo, desapareceu com o avanço do progresso. Esse silêncio representa não só a perda de um meio de transporte, mas também de uma cultura e de um modo de vida ligados ao sertão.
A repetição do chamado “Vai boiada, vai boiada” reforça a atmosfera nostálgica, trazendo à tona a memória dos carreteiros e do trabalho coletivo nas estradas de terra. O lamento do mestre carreiro, que chora pela evolução, expressa a saudade de um tempo em que a relação com a terra e os animais era mais próxima e valorizada. Quando a letra menciona a infância e as “coisas da nossa terra / Que hoje o sertão não tem”, evidencia o impacto emocional dessas mudanças, mostrando que a modernização trouxe também o desaparecimento de tradições e afetos. Assim, a música serve como um tributo à memória do sertão e à identidade de quem viveu essa época, transmitindo respeito e saudade pelas raízes rurais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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