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LetraSignificado

    “Pergunte A Ela”: fim sem culpados e memória do afeto

    Na interpretação de Peão Carreiro e Zé Paulo, com letra de Moacyr Franco, o gesto central é ceder a versão da história à outra parte. “Pergunte a ela” vira refrão e escudo: em vez de se defender, o narrador conversa com um amigo sobre o fim do romance e entrega a ela a autoridade de explicar “a razão dessa separação”. Nos versos “Ela deve explicar se foi sorte ou azar viver comigo / O que eu fui afinal... amante, amigo”, ele expõe insegurança sobre o próprio papel — foi apoio ou ferida? O foco sai de culpados e vai para a honestidade de quem admite não ter respostas.

    A ambiguidade cresce quando ele evita nomear quem “jogou o amor... pela janela” ou “primeiro esqueceu tudo que prometeu”. Pode soar como acusação velada, mas também como respeito: encerrar sem apontar o dedo. O símbolo da “aliança... aquela que ninguém usou” liga-se às promessas não cumpridas e ao quase que não virou casamento. Ao pedir “Mas nunca me traga a resposta”, ele se protege: saber reabriria feridas. Lançada no compilado “Raízes Sertanejas” (2007), a faixa condensa temas clássicos do gênero — desilusão, memória e promessa quebrada — em tom sereno e melancólico, onde a coragem está em aceitar que nem toda história precisa de veredito final.

    Composição: Moacyr Franco. Essa informação está errada? Nos avise.

    O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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